02 maio, 2011

Como funciona a fibra ótica



Transmissão de dados e voz em longas distâncias com pouca perda de sinal e qualidade, tudo isso com altíssimas velocidades. Já pensou nas maravilhas que isso permitiria? Apostamos que você deve estar pensando: baixar programas e músicas ficaria muito mais rápido e o tempo de espera por downloads seria reduzido ao mínimo.
E é exatamente isso que aconteceria, se todas as empresas de internet banda larga disponibilizassem a tecnologia da fibra ótica para os usuários. Logicamente a mudança de tecnologia demanda grandes quantias de dinheiro, por isso é difícil que tenhamos a fibra ótica em todas redes domésticas pelos próximos anos.
No Brasil, apenas algumas universidades e institutos públicos possuem este tipo de conexão. Em 2011, algumas residências devem passar a contar com o modo de transmissão de alta velocidade da fibra ótica – pelo menos é o que está prometendo uma das maiores empresas de telecomunicações do país.
Mas você sabe como funcionam os cabos de fibra ótica? Acompanhe este artigo que o Tecmundo preparou para você e descubra como ocorre a transmissão de dados e voz por meio dos cabos de fibra ótica. Aproveite também para entender o quão importante eles podem ser em nossas vidas.

Transformando dados em luz

A fibra ótica não envia dados da mesma maneira que os cabos convencionais. Para garantir mais velocidade, todo o sinal é transformado em luz, com o auxílio de conversores integrados aos transmissores. Há dois modos de converter os dados: por laser e por LED (respectivamente: fibras monomodo e multimodo. Ambas serão explicadas mais adiante).
 
(Fonte da imagem: Wikimedia Commons / BigRiz)

Sem essa conversão, os dados enviados e recebidos não poderiam desfrutar das mesmas larguras de banda. Nesse momento, surge a necessidade dos cabos de fibra ótica, pois são eles que permitem a velocidade e a qualidade superiores às oferecidas pelos tradicionais cabos de cobre. O motivo disso nós vamos explicar mais à frente neste artigo.

Cabos de fibra ótica

Você imagina como é um cabo de fibra ótica por dentro? Ele não é construído apenas com a fibra de vidro e o revestimento plástico, há várias camadas que fazem parte da estrutura essencial dele. Vamos agora explicar um pouco mais sobre cada uma das camadas que compõe a fibra ótica.

Proteção plástica

Como todo cabo, a fibra ótica também precisa de proteção externa, para evitar que o desgaste natural ou as situações anômalas do tempo representem interferências no sistema. Geralmente, essa camada de proteção é composta por plásticos, tornando a aparência dos cabos de fibra ótica muito similar à apresentada por cabos de rede, por exemplo.

Fibra de fortalecimento

Logo abaixo da camada plástica, existe uma fibra de fortalecimento, bastante parecida com a que existe em cabos coaxiais de transmissão de sinal de televisão. Você sabe qual a função dela? Proteger a fibra de vidro de quebras que podem acontecer em situações de torção do cabo ou impactos no transporte.
Se a camada de fortalecimento não existisse, qualquer movimento brusco que atingisse os cabos de fibra ótica resultaria em quebra da fibra principal e, consequentemente, na perda total do sinal transmitido.

Revestimento interno

Também chamado de “Coating”, o revestimento interno tem função similar à das fibras de fortalecimento. É ele que isola todos os impactos externos e também evita que a luz natural atinja as fibras de vidro internas, o que poderia resultar em interferências muito fortes em qualquer que seja o sinal.

Camada de refração

Nas duas camadas mais internas, ocorre a parte mais importante do processo de transmissão de luz. Cobrindo o filete de fibra de vidro, a camada de refração (ou “Cadding”) é responsável pela propagação de todos os feixes, evitando que existam perdas no decorrer dos trajetos. Em um sistema perfeito, essa camada garantiria 100% de reaproveitamento dos sinais luminosos.

Núcleo

Também chamado de “Core”. Em suma, é onde realmente ocorre a transmissão dos pulsos de luz. Construído em vidro, é por ele que a luz viaja em suas longas distâncias. No próximo tópico mostraremos os dois tipos de fibras de vidro que podem ser utilizados nos cabos.
Muita velocidade

Multimodo e monomodo

Os dois nomes que abrem este tópico representam os dois principais modelos de fibras óticas existentes atualmente. Eles são diferenciados em vários aspectos, desde o custo de produção até as melhores possibilidades de aplicação. Qual deles será mais recomendado para a construção de redes de internet?

Monomodo

Como o nome já diz, as fibras monomodo só podem atender a um sinal por vez. Ou seja, uma única fonte de luz (na maior parte das vezes, laser) envia as informações por enormes distâncias. As fibras monomodo apresentam menos dispersão, por isso pode haver distâncias muito grandes entre retransmissores.
Teoricamente, até 80 quilômetros podem separar dois transmissores, mas na prática eles são um pouco mais próximos. Outra vantagem das fibras desse tipo é a largura da banda oferecida, que garante velocidades maiores na troca de informações.

Multimodo

Fibras multimodo garantem a emissão de vários sinais ao mesmo tempo (geralmente utilizam LEDs para a emissão). Esse tipo de fibra é mais recomendado para transmissões de curtas distâncias, pois garante apenas 300 metros de transmissões sem perdas. Elas são mais recomendadas para redes domésticas porque são muito mais baratas.

Isso sim é velocidade

Você já viu que a fibra ótica garante velocidades muito maiores do que as oferecidas pelos fios de cobre comuns, mas ainda não viu os números exatos. Hoje, uma conexão banda larga de alta velocidade é oferecida com cerca de 10 Mbps, o que permite downloads a quase 1,25 MB/s.
Os padrões de testes da fibra ótica apontam para velocidades de 10 Gbps, o que resulta em downloads de 1.280 MB/s. É um aumento considerável, que pode ser extremamente importante para quem gosta de jogar games online ou baixar muitos arquivos pela internet.
 
(Fonte da imagem: Wikimedia Commons / Hustvedt)
Vale dizer que as conexões de 10 Gbps são muito potentes e devem custar muito caro, por isso são mais recomendadas para grandes empresas e universidades, locais em que a banda precisa ser muito dividida. Outra possibilidade é a instalação de padrões de fibra ótica em condomínios, que podem redividir a conexão para vários computadores.

Saudades do cobre: fibra ótica também tem defeitos

Não existe nenhuma tecnologia perfeita, por isso precisamos apresentar também as desvantagens dos cabos de fibra ótica. A principal delas é relacionada aos custos, tanto de produção quanto de implementação dos novos sistemas de transmissão.
Produzir cabos de fibra ótica envolve processos muito complexos e caros, o que exige uma demanda muito grande de usuários dispostos a pagar um pouco mais pelos recursos oferecidos pela tecnologia. Além disso, para alimentar grandes cidades seriam necessários muitos retransmissores, e há relatos de perdas grandes de sinal em retransmissores divisores.
Outros problemas estão ligados diretamente à fragilidade das fibras de vidro. Como ainda não existe uma padronização no sistema, há muitos cabos que são vendidos sem o encapsulamento protetor adequado. Isso gera instabilidade para os cabos e pode resultar em quebras dos filetes de transmissão.

Tecnologia do futuro?

Será que a fibra ótica está realmente distante da realidade? Aos poucos, algumas empresas de televisão a cabo e internet estão oferecendo pacotes que contam com os recursos da tecnologia para seus assinantes. Os preços ainda são bem altos, mas com o passar do tempo é provável que baixem consideravelmente.
Outro desafio é encontrar formas de retransmitir os sinais sem que seja necessário dispender muitos recursos, mas as vantagens oferecidas realmente impulsionam os pesquisadores. A fibra ótica garante uma largura de banda muito maior do que o cobre, ocupando menos espaço físico e com matéria-prima (sílica) muito mais abundante.
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Você está disposto a pagar um pouco a mais para ter fibra ótica na sua casa? Ou acha que ainda não vale a pena gastar dinheiro em uma tecnologia mais moderna? Deixe um comentário para nos dizer o que pensa a respeito da fibra ótica.

Você sabia que escrever sem acentos pode baratear seu SMS?

Quando digitamos uma mensagem no celular, temos uma quantidade específica de caracteres considerados a máxima para cada SMS. Sempre que o texto ultrapassa esse número pré-estabelecido, a mensagem é dividida em duas ou mais partes, dependendo do tamanho final.
Wow! Comunicação por SMS
O que muita gente não sabe é que cada parte dessas é cobrada pelas operadoras como uma mensagem diferente. Ou seja, se o seu texto ficou grande demais e foi dividido em três seções, por exemplo, cada uma delas será cobrada separadamente, diminuindo seus créditos sem sequer você reparar.

Por que as mensagens ficam grandes?

Existem alguns aspectos que fazem as mensagens se tornarem maiores do que deveriam. O principal deles é a utilização de acentuação, ou símbolos em geral, no decorrer da SMS. O til, o acento agudo (“crase”), o acento circunflexo e os pontosCuidado com o uso excessivo de símbolos! de interrogação e exclamação são exemplos disso.
Isso acontece porque os acentos são caracteres especiais. Para que eles sejam reproduzidos corretamente para o receptor, é preciso que sejam adicionados códigos que identificam cada símbolo de acentuação.
A inserção desses códigos no texto faz com que o número de caracteres disponíveis seja diminuído, pois eles já foram utilizados pelos caracteres especiais, por mais que você não consiga enxergá-los.

Entenda melhor como isso funciona

Segundo especialistas da área da telefonia, os aparelhos lançados nos últimos anos utilizam o alfabeto GSM 3.38, que traz apenas 138 caracteres, contando com alguns símbolos. Quando o usuário seleciona um símbolo que não está contido nessa listagem de letras, o aparelho automaticamente passa a utilizar o sistema Unicode, que torna 70 caracteres o máximo para de espaço para a mensagem.
Muitas pessoas se comunicam por torpedos

É por isso que alguns acentos e símbolos não afetam o tamanho da mensagem. Os símbolos “é”, “è”, “í”, “ó” e “ù” costumam fazer parte do código utilizado pelo GSM 3.38, portanto, não fazem com que o sistema mude para o Unicode. Ou seja, desses caracteres especiais você pode usar e abusar sem culpa, porque não vai pesar no seu bolso.
Porém, é importante prestar atenção em um detalhe: quando utilizados em letras maiúsculas, esses símbolos voltam a contar caracteres a mais na sua mensagem.

Como saber quando isso acontece

Existem alguns aparelhos que evidenciam essa queda no número máximo de caracteres para a mensagem, sempre que um símbolo é utilizado. Porém, em outros, esse aspecto não fica tão claro. Por esse motivo, vamos utilizar o iPhone como exemplo para demonstrar essa diferença na prática. Siga as instruções a seguir e comprove você mesmo.
Siga os passos e veja você mesmo!
Acesse o menu “Ajustes”, localizado geralmente na home do iPhone, e, então, pressione o ícone “Mensagens”. Na tela aberta, são mostradas algumas opções de configuração para esse item. Nesse caso, vamos utilizar as funções “Mostrar Assunto” e “Contas Caracteres”. Deixe-os ativados, arrastando a pequena barra até que a cor azul apareça.
Repare na diferença de caracteres
Agora, digite uma mensagem qualquer com e sem caracteres especiais. Você vai notar que, quando não existe símbolo, a contagem máxima de texto fica em 160. Porém, quando o usuário digita acentos, por exemplo, a quantidade limite cai para 70. Esse é uma exemplificação prática do conceito explicitado nos itens acima.
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Este artigo foi útil para você? Você já conhecia esse problema relacionado a caracteres especiais e ao gasto excessivo com créditos para celular? Deixe seu comentário abaixo e expresse sua opinião sobre o assunto.

A história da Internet: pré-década de 60 até anos 80



Quanto tempo você consegue ficar sem internet? Para quem está acostumado a acessá-la diariamente, é difícil imaginar um longo período de tempo sem bate-papos, sites de notícias ou jogos em rede. Mas pare para refletir por um instante: desde a invenção dos computadores, passaram-se décadas sem esses recursos tão simples e essenciais dos quais desfrutamos atualmente.
Essa complexa rede foi evoluindo a partir de diferentes necessidades, como a comunicação instantânea e até o medo da guerra. Foram avanços inicialmente simples e isolados, que foram combinados para melhorar a qualidade e quantidade de dados transmitidos até chegar ao eficiente sistema de conexões que utilizamos hoje.
O Tecmundo preparou um especial sobre o início da trajetória da rede mundial de computadores, agrupando os principais fatos e invenções da criação de nossa querida internet.

Pré-1960

Por séculos, a troca de informações acontecia de pessoa a pessoa ou por documentos em papel. Um grande aliado nessa comunicação foi a criação do telégrafo, um sistema de transmissão de mensagens através de dois pontos graças a ondas de rádio ou fios elétricos.
A primeira mensagem foi transmitida pelo aparelho em 1844, entre as cidades norte-americanas de Baltimore e Washington. A partir dele, o tempo gasto entre a comunicação tornou-se muito menor, mas ainda apresentava falhas. Para a época, entretanto, já era mais do que o suficiente para conectar diferentes regiões.
Outra criação indiretamente relacionada com a rede é a do sistema binário. A codificação de letras do alfabeto em sequências de dígitos binários foi devidamente aperfeiçoada pelo filósofo inglês Francis Bacon, em 1605. Segundo ele, qualquer objeto poderia sofrer codificações. Cerca de meio século depois, o filósofo alemão Gottfried Leibniz criou o sistema binário como o conhecemos hoje, a partir de numerais.
Mas o que isso tem a ver com a rede? É a partir de códigos construídos por esse sistema binário (padronizado com os numerais 0 e 1) que os computadores realizam o processamento de dados, sendo que cada bit corresponde a um dígito dessas sequências. Sem eles, não seria possível nem sequer realizar a leitura dessas informações.
Além disso, não se pode falar do início da internet sem abordar o primeiro computador digital eletrônico, criado em 1946 por cientistas norte-americanos. O ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer) era uma imensa máquina de realizar cálculos (pesava 30 toneladas e ocupava 180 m²) e pouco tinha de armazenador ou transmissor de dados, funções posteriormente adquiridas pelo computador.
O ENIAC. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) 

Correios poderão oferecer serviço de internet


 (Fonte da imagem: Divulgação/Correios)

Uma medida provisória publicada hoje no Diário Oficial da União estabelece mudanças no estatuto dos Correios, permitindo que a organização ofereça serviços de telefonia, logística integrada, internet, bancários e tenha participação em companhias aéreas.
Segundo Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, a medida serviu para modernizar as diretrizes da autarquia, que não sofria revisões há 42 anos. “Queremos que os Correios sejam uma empresa moderna, com serviços da melhor qualidade. Provavelmente, é a única empresa que atua em todos os municípios do Brasil, então tem de atender bem”, comentou o ministro à Agência Brasil.
No que concerne à área de telecomunicação, os Correios poderão disponibilizar serviços de telefonia como uma operadora virtual – sendo capaz de alugar redes privadas e oferecê-las aos consumidores. Além disso, a organização terá o poder de hospedar lojas de comércio eletrônico, conceder certificações digitais e emails registrados.
A medida provisória ainda prevê que os Correios tenham a liberdade de se associar ou criar uma companhia aérea, montar agências no exterior e constituir serviços bancários pelo, já existente, Banco Postal. Dessa forma, a organização terá maior autonomia, podendo coletar e enviar encomendas para fora do país e oferecer serviços de melhor qualidade para todo o território nacional.
Para que as alterações do estatuto entrem em vigor é preciso que a Presidência da República assine um decreto, fato que tem a expectativa de se concretizar na próxima segunda-feira (02/05).

Imagens revelam a possível rede social da Google


 
(Fonte da imagem: SEO by the Sea)

A Google possui uma série de serviços que oferecem recursos para a interação virtual dos seus usuários. Entretanto, nada no portfólio da empresa está sendo capaz de competir com a rede social de Mark Zuckerberg, o Facebook. Hoje começaram a circular pela web supostas imagens do que seria o projeto da gigante de Mountain View para sua rede de relacionamentos.
De acordo com o site SEO by the Sea, essas figuras seriam de uma patente de aplicativo solicitada pela Google e representam a interface de uma rede social. Observando as imagens é possível identificar recursos para atualização de status, avisos e notificações, integração com outros serviços (inclusive o Facebook), envio de emails ou SMSs e realização de chamadas de voz.